Ideia concreta para a intervenção na Casa da Glória

A intervenção consiste em duas paredes formadas de cubos, os quais são utilizados para expor as rochas do acervo da Casa da Glória, e uma mesa central sobre a qual são dispostas várias rochas. Alguns desses cubos tem a frente de madeira, proporcionando a visualização das rochas somente pelas laterais, quando acionados pelo toque nas rochas da mesa central, incentivando a interação do usuário e a exploração de cada rocha. Já outros cubos tem a frente de vidro, permitindo uma visão direta das rochas.
   
A partir de um sistema de câmeras conectadas ao arduino, o usuário, ao tocar em cada rocha sobre a mesa, mobiliza um determinado quadrante de cubos, e, alguns dentre estes, aleatoriamente, são acionados. Os cubos acionados fazem movimentos de pulsação, indo para frente e para trás seguidamente, até pararem à frente, formando um padrão na parede. Esse padrão mantém-se até que a mesma rocha seja novamente tocada. Dessa forma, os vários usuários criam conjuntamente padrões nas paredes que possibilitam a revelação e a visualização de diferentes rochas.
   
A intervenção tem como ponto de partida promover a apropriação, pelos visitantes, da sala das rochas na Casa da Glória, um lugar tido como fechado, intimidativo, desinteressante e limitador. Sob esse viés, a intervenção busca instigar nos usuários um fascínio pelas rochas, encorajando o contato pelo toque e a exploração visual, e  desse modo é criada uma forma de exposição construída pelos próprios usuários, de forma que são incitados a permanecerem no espaço.






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